quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Estudo da Sociologia

Sociologia
Prezado(a) acadêmico(a), você se comunicou com alguém hoje? Uma pessoa de sua família, de seu local de trabalho, de sua escola - de um grupo. Isso mesmo, já percebeu que você faz parte de um grupo. Daí, de onde vem o direito? Simples, da sociedade.

Sociedade

Observamos na figura que vários grupos são formados por meio de suas semelhanças e interagem entre si, como redes sociais - conexões entre indíviduos. Podemos ampliar nossa discussão e estenter para os diferentes grupos que existem nas sociedades humanas. Por exemplo: grupos baseados em parentesco, grupos econômicos, grupos de status e grupos políticos.
O grande  debate  que os  padres  dominicanos  espanhóis  travavam  entre si, durante  o século  XVI, era  se  os  indígenas  da  América  possuíam  ou não alma. Rei  Bartolomeo de  las  Casas, apelidado de  “defensor  dos  povos  indígenas”,  apoiava  fervorosamente  o princípio  de  Direito  Natural  que  afirmava  “serem todos  os  homens  iguais  perante  Deus”. Ora, este  princípio  era  uma  declaração de  importância fundamental  para  proteger  os  indígenas  da  matança  indiscriminada  praticada  pelos  espanhóis  e  portugueses; reconhecia, assim,  que  os  povos  indígenas  pertenciam  à  espécie  humana  e  eram, portanto, portadores  de  uma  alma. Nesse  sentido, poderiam ser catequizados  em nome  da  verdade  divina  e  da fé cristã  e  eram  reconhecidos  como humanos, contrariamente  às  teses  de  outros  teólogos  que  não  reconheciam  neles  uma  condição  humana, não sendo  pecado  escravizá-los  nem  exterminá-los.
            O princípio  da  igualdade  dos  seres  humanos, perante  Deus, foi  um importante  passo  para  que  dois  séculos  após  se  declarasse  como  inalienável, inegociável  e  fundamental  o  princípio  da  igualdade  entre os  homens. As  revoluções  norte-americanas ( 1778)  e  francesa ( 1789)  consagrariam  esse  princípio  nos  termos  da  Declaração  Universal  dos  Direitos  Humanos. Apenas  substituíram  o argumento  de  fundo, que dava  suporte  e  legitimidade  ao princípio, isto é,  humanizando  a  referência  da  igualdade, não mais  em nome  de  Deus, mas  em nome  da  Lei ( “todos  os  homens  são iguais  perante  a  lei”).  E esta   lei  deveria  ser garantida  pelo Contrato Social  que  os  homens  selariam  entre  si, em sociedade, abdicando  parcialmente  de  sua  liberdade, em  nome  da  proteção  e  da  segurança  das  instituições  públicas, ou seja,  do Estado  de  Direito.
            Devemos  distinguir, portanto,  dois  aspectos  ligados  à  questão  da  igualdade: o primeiro, de  caráter  político-filosófico; o  segundo, de natureza  socioeconômica.
Não  se  pode  deixar  de mencionar  uma  dimensão  histórica, como  pano de  fundo, em relação  a  princípio de  igualdade. Não  se deve  esquecer  de  que  a  emergência  da  sociedade  industrial  foi impulsionada  pelo surgimento  de  uma  nova  classe  social, a  burguesia, defensora  de  valores  e  princípios, tais  como:
•         a  liberdade  de pensamento, de  credo  e  de  filiação  política  ( a  filosofia  iluminista  e  o racionalismo  eram os  principais  apoios);
•       a  liberdade  de comercializar, de  trabalhar, de  vender  e  comprar  a  força  de  trabalho  no mercado;
•          a  liberdade de  ir  e  vir;
•      o direito  à  igualdade  social, sem distinção  de  origem  social, e  à  crítica  ao privilégio  social  que  diferenciava  os homens  em função  de  pertencerem  a  uma  elite.

Do ponto de  vista  socioeconômico, porém a  sociedade  de  classes  dificulta, concretamente, a  realização  da  igualdade  entre  os  indivíduos  de  uma  mesma  sociedade  que  se  rebelou, justamente, contra  a  desigualdade social.  Isto,  do ponto de  vista  do acesso  aos  bens materiais, há  uma  série  de  facilidades  para  alguns  indivíduos  ( dotados  de  capital, de  poder  e  de  títulos  escolares)  e  de  dificuldades  para  outros  alcançarem  o topo  do sistema  ( uma  vez  que  não  são  detentores  de  capital, nem  de  poder  e  de  títulos  escolares).
A contradição  entre  a  declaração  teórica  da  desigualdade  e  as  dificuldades  práticas, de  realização  para  todos  , está  presente  ainda  nas  atuais  sociedades  de  classe. A frase  de George  Orwell, em seu livro  “A Revolução dos Bichos”,  não  é  apenas  válida  para  as  sociedades  socialistas, mas  igualmente  para  as  capitallistas, a  saber:  “Todos  são iguais, mas  alguns  são mais  iguais  do que  outros”.

Resumo
Iniciamos a primeira unidade por intermédio da discussão sobre o princípio de igualdade, que fundamenta a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Vimos como este príncipio norteou a relação entre homem e classe social, relação esta que evoluiu para uma estimatização da sociedade. Observou-se que a desigualdade social foi impulsionada pelas Revolução Industrial que restinguiu o acesso de bens materiais à indivíduos dotados de poder aquisitivo.
Prezado(a), estudamos na unidade anterior que pelo princípio de igualdade, que fundamenta a Declaração Universal dos Direitos Humanos também evoluiu para uma estimatização da sociedade. Agora vamos algumas propostas de o estudo desta estratificação:
a.  Proposta marxista: enfatiza  que  a  propriedade dos  meios  de  produção  é    a  causa  da  estratificação  de  classe  e  mobilização    para  o conflito, com  subseqüente  mudança  nos  padrões  de  estratificação;
b. Proposta weberiana : enfatiza  a  natureza  multidimensional  da  estratificação  ( que  gira  em torno  não apenas  da  classe, mas  de  partido  e  grupos  de  status  também);
c. Proposta  funcionalista: argumenta  que  a  desigualdade  reflete  o sistema  de  recompensa para  encorajar  os  indivíduos  a  ocupar  posições  funcionalmente  importantes    e  difíceis  de  preencher;
d. Proposta evolucionista: argumenta  que, a  longo prazo, partindo  das  sociedades  de  caça  e  coleta, as  desigualdades  aumentaram , como  refletem  as  sociedades  modernas.
            A estratificação  nos  Estados  Unidos  e  no Brasil  é  marcada  por  altos  níveis  de  desigualdade  com respeito  a  bem-estar  material  e  prestígio. A desigualdade  na  distribuição  de  poder  é  mais  ambígua. Fronteiras  obscuras  entre  as  classes  sociais  próximas  existem nos  Estados  Unidos.  A mobilidade  é  freqüente, mas  a  maioria  das  pessoas  não consegue  grande  mobilidade  durante  sua  vida.

Estratificação  de classe
           A estratificação  de  classe  existe  quando  a  renda  , poder, prestígio  e  outros  recursos  de  valor  são  dados  aos  membros  de  uma  sociedade  desigualmente  e  quando, com base  nessa  desigualdade,  variados  grupos  tornam-se  cultural, comportamental  e  organizacionalmente distintos.
            O grau de  estratificação  está  relacionado  ao nível  de  desigualdade, à  distinção  entre  as  classes  em nível  de  mobilidade  entre  as  classes  e  à  durabilidade  das  classes.

Estratificação  étnica
            Etnia  é  a  identificação  de  um grupo  como  distinto em termos  da  biologia  superficial, recursos, comportamento, cultura  ou organização;   e    a  estratificação  étnica  existe  quando  alguns  grupos  étnicos  conseguem  mais  recursos  de  valor  em uma  sociedade  do que  outros  grupos  étnicos.
           A estratificação  étnica  é  criada  e  sustentada  pela  discriminação  que  é  legitimada  pelas  crenças  preconceituosas. A discriminação  e  o preconceito  são embasados  pela  ameaça  ( econômica, política, social)  apresentada  de  forma  real  ou imaginária  por  um grupo  étnico-alvo  e são  ainda  sustentados  pelos  ciclos  de  reforço  que  giram  em torno  da  identificação  étnica, ameaça,  preconceito  e  discriminação.

Estratificação de  gênero
        O gênero é  a diferenciação  entre    homens  e  mulheres  em termos  de  características  culturalmente  definidas  e  status  na  sociedade. A estratificação  de  gênero  existe  quando  os  homens  e  as  mulheres  em uma  sociedade  recebem  efetivamente  parcelas  desiguais  de  dinheiro, poder, prestígio  e  outros  recursos.
            A estratificação de  gênero  é  sustentada  pelos  ciclos  de  socialização, que  se  reforçam  mutuamente  pela  identidade  de  gênero  e  por  crenças  relacionadas  ao gênero, que, por  sua  vez,  se  tornam  a  base  para  discriminação  e  crenças  preconceituosas, frutos  da  ameaça  ressentida  pelos  homens.
            As relações  de  gênero  estão  mudando  nos  Estados Unidos, visto  que  esses  ciclos  estão  sendo  quebrados  pela  participação  das  mulheres  no trabalho  e  na  política  e  pelos  ataques  às  crenças  que  colocam  as  mulheres  em desvantagem.
           Nosso país também é marcado por uma grande desigualdade social: poucos tem muito, muitos tem pouco. Uma sociedade visivelmente heterogênea, onde nos vidros de carros importados, crianças passando fome se refletem. Os problemas são muitos mas as soluções são quase inexistentes.


Resumo
Em síntese, nesta unidade estudados sobre as propostas de estratificação da sociedade e suas evolução. Enfatizamos as propostas marxista, weberiana, funcionalista e  evolucionista considerando como cada proposta trata as estratificação de ética e de gênero. A desigualdade  em uma  sociedade  gira  em torno  da  distribuição  diferenciada  de recursos  de  valor  às  variadas  categorias  de  indivíduos  - sendo  as  de  classe, étnica  e gênero  as  três  mais  importantes.
Prezado(a), estudamos na unidade anterior que Enfatizamos as propostas marxista, weberiana, funcionalista e  evolucionista considerando como cada proposta trata as estratificação de ética e de gênero. A desigualdade  em uma  sociedade  gira  em torno  da  distribuição  diferenciada  de recursos  de  valor  às  variadas  categorias  de  indivíduos  - sendo  as  de  classe, étnica  e gênero  as  três  mais  importantes. Nesta unidade vamos avançar um pouco aprofundando nosso conhencimentos sobre Indivíduo, Identidade  e  Socialização.
Indivíduo
Segundo Brugger (1977), o indivíduo ou ser individual  significa  o portador ou sujeito  concreto de  uma  essência  em sua  peculiaridade  não – comunicável. De indivíduo  deriva individuação, termo  que  designa  a  determinabilidade  individual, ou seja,  aquilo  que  faz  com que    este  indivíduo  seja  precisamente  este  e  se  distinga  de  todos  os  outros, por  exemplo: este  determinado  ser – Pedro.
Para Durkheim em termos  de representações  coletivas  e instituições  trata  de  separar  o social  do  individual  como  duas  esferas  independentes  da  realidade humana. Para  ele,     “ a  sociedade  não é  mera  soma de  indivíduos  ; ao contrário  , o  sistema  formado  por  sua  associação  representa  uma  realidade  específica  que  tem suas  próprias  características  “,  e  é    “na    natureza  dessa  individualidade  (...)  que    se  deveriam  buscar  as  causas  imediatas    e  determinantes  dos  fatos  que  lá  aparecem”. A referência    aos  fenômenos  de  “ síntese  criadora  “  na  natureza    serve-lhe  para  comprovar  , por  analogia, a  separação  entre  os  dois  níveis    de  realidade.

Individualismo
 De acordo com BRUGGER , este  termo  designa :
1. a  acentuação  do valor    da  personalidade  do homem, o cultivo  e  desdobramento  da  mesma, em oposição  ao gregarismo  humano  , à  massificação”; e  isto    entendido  em sentido  lato, isto é,  não  só  da   personalidade  individual, mas  também  de  famílias  e  de  outros  grupos  valiosos  , nos  quais  se  cultiva    e  frutifica  a  consciência  da  própria  classe  e  do próprio valor;
2. a  superacentuação  do indivíduo  ou de  grupos  particulares;
3. uma  concepção de  sociedade  que  realça  o indivíduo  a o ponto de  reduzir  a  sociedade   a  uma  soma  de  entes  individuais.
Identidade

Os termos identidade e social sugerem, respectivamente, um conceito que  privilegiando, de um lado, o indivíduo, e de outro lado, a coletividade, resultando numa configuração na qual se capta o homem inserido na sociedade, bem como à dinâmica das relações sociais. 
“A identidade passa a ser qualificada como identidade pessoal (atributos específicos do indivíduo) e/ou identidade social (atributos que assinalam a pertença a grupos ou categorias).” (Jacques,1998, p. 161).
            A investigação sobre a identidade revela uma forma de conhecimento de nós próprios que repousa sobre a interpretação da imagem que os outros têm de nós e que serve para consolidar a que nós fazemos de nós próprios.

Socialização

A socialização  é  um tipo  específico  de  interação  - que  molda  a  natureza  da  personalidade  humana  e, por  sua  vez  , o comportamento  humano, a  interação  e  a  participação  na  sociedade.   Sem socialização, nem os  homens  sem a  sociedade  seriam possíveis.
São facilmente perceptíveis as diferenças de costumes que existem de uma sociedade para outra. Os primeiros pensadores sociais apontaram, com certa razão, que estes costumes são diferentes em parte por causa da própria diferença entre os meios físicos em que se encontram as sociedades: em um ambiente de clima frio, as pessoas usarão mais roupas e provavelmente ficarão menos tempo fora de suas casas; em um local com alimentos abundantes elas poderão trabalhar menos e não terão de competir por comida. Mas como explicar, através desta idéia de determinismo físico, que em certos lugares a manipulação da comida seja feita com dois pauzinhos, em outros com diversos talheres e ainda em outros com as próprias mãos? Estas diferenças são resultados não da adaptação da sociedade ao meio, mas da adequação dos indivíduos à vida em sociedade. É a este processo de integração de cada pessoa aos costumes preexistentes que damos o nome da socialização.
De maneira mais completa, define-se socialização como a internalização de idéias e valores estabelecidos coletivamente e a assimilação de papéis e de comportamentos socialmente desejáveis. Significa, portanto, a incorporação de cada homem a uma identidade maior que a individual: no caso, a incorporação do homem à sociedade. É importante associar de maneira correta a socialização à cultura: esta se encontra profundamente ligada à estrutura social, enquanto que a socialização pode ser resumida à transmissão de padrões culturais.
O processo de socialização por excelência é a educação. Mas não somente aquela que adquirimos na escola, a denominada educação formal que consiste, entre outros conhecimentos, no aprendizado da língua e da história do próprio povo. Há uma outra educação, que aprendemos apenas no próprio convívio com as outras pessoas e que corresponde ao modo como devemos agir em momentos-chave da nossa vida. É a socialização através da família, dos amigos e até mesmo de desconhecidos. As famílias ensinam, a título de exemplo, quais das suas necessidades devem ser atendidas pelo pai e quais devem ser atendidas pela mãe. Com os amigos aprendemos os princípios da solidariedade e a importância da prática de esportes. Com desconhecidos podemos aprender a aguardar a nossa vez em fila, sem atropelos, e a não falar alto em locais como o teatro ou a sala de aula. Outro exemplo claro é o caso de um homem que muda de país e que tem de aprender o idioma e as normas da nova sociedade em que se encontra, isto é, os padrões segundo os quais seus membros se relacionam.

Vista dessa maneira, a socialização pode ser interpretada como condicionadora das atitudes e, portanto, como uma expressão da coerção social. Mas a socialização, justamente por se realizar de maneira difusa e fragmentada por diferentes processos, deixa alguns espaços de ação livres para a iniciativa individual espontânea, como a escolha dos amigos, do local onde deseja-se morar ou da atividade que se quer exercer.

Se existem diferentes processos de socialização, tanto entre sociedades quanto dentro de uma mesma, é possível atribuir a eles limites e graduações. A socialização na esfera econômica induz ao trabalho, mas não a que tipo de trabalho. Aprende-se a respeitar os mais velhos, mas nada impede a repreensão de um setuagenário que solte baforadas de charuto em alguém. Há a possibilidade de identificarmos indivíduos mais ou menos socializados, isto é, mais ou menos integrados aos padrões sociais. Uma pessoa pode ser um ótimo arquiteto, ao mesmo tempo em que é alcoólatra. Uma pessoa pouco socializada não absorveu completamente os princípios que regem a sociedade, causando freqüentemente transtornos aos que estão à sua volta.

Como uma pessoa poderia liderar um grupo ao ponto de desestruturar toda uma economia?
Para responder essa pergunta, vamos iniciar com a do texto sobre Bernard Madoff

Resumo
Em síntese, nesta unidade estudados sobre as a questão  da  identidade  nas  várias  sociedades; a emergência  do indivíduo/individualidade  e  do individualismo; a diversidade  do processo de  socialização; a questão  da  família  e  da  escola  na  formação  do indivíduo.
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